quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tanis, Indiana Jones e um Rei Morto

Olá, seguidores dos mortos. Como estão?


Venho aqui hoje lhes falar de mortos há muito tempo enterrados... Com resquícios tão antigos que não poderiam retornar nem mesmo como zumbis dos mais esqueléticos. A não ser, claro, que tivessem seus corpos conservados por mumificação...


Leiam a notícia abaixo, primeiramente:


Satélite da NASA revela tesouro escondido no Egipto


Graças a imagens de um satélite da NASA, uma arqueóloga norte-americana identificou no Egipto um tesouro com 17 pirâmides, milhares de sepulturas e casas antigas.


foto Asmaa Waguih/REUTERS

Trabalhos na necrópole de Saqqara, cerca de 20 km a sul do Cairo


As primeiras escavações já feitas, em Tanis, confirmaram a presença de alguns dos vestígios, incluindo duas pirâmides e uma habitação com três mil anos.


Sarah Parcak e a sua equipa efectuaram as escavações, financiadas pela televisão britânica BBC, que transmite na segunda-feira um programa sobre a expedição, para determinar como as imagens-satélite podem ser usadas em arqueologia.


Segundo a agência AFP, durante mais de um ano, a arqueóloga utilizou imagens de um satélite da agência espacial norte-americana a orbitar a 700 quilómetros de altitude, captando imagens de alta definição e infravermelho da necrópole de Saqqarah e Tanis, uma importante estação arqueológica no nordeste do Egipto.


As imagens-infravermelho conseguem distinguir os diferentes materiais enterrados, permitindo localizar as estruturas que se encontram sob a superfície, como antigas casas em tijolo de argila.


Os infravermelhos produzem imagens que destacam a forma das habitações, das sepulturas e dos templos.


FONTE: Jornal de Notícias (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1862014)


Aparentemente uma notícia normal sobre uma nova descoberta arqueológica, não?


Bem, acontece que, como um fã, não poderia ter deixado de notar: Tanis é o mesmo nome da cidade em cujas fictícias ruínas Indiana Jones encontra a Arca da Aliança no primeiro filme de sua franquia, “Os Caçadores da Arca Perdida”.


Aproveitando a ocasião, e também para comemorar os três anos do lançamento do mais recente filme do personagem, “O Reino da Caveira de Cristal” (no último dia 22), venho aqui fazer um post contendo antigos textos meus sobre o personagem (o primeiro, escrito na época do lançamento do quarto filme) que já haviam sido postados na Internet como “extra” de uma das minhas fanfics tratando do mesmo – mas que serão repostados aqui, para quem ainda não os leu.


INDIANA JONES E A HISTÓRIA (MAIO DE 2008)



Há pouco tempo estreou o filme “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, nova aventura do personagem no cinema após praticamente vinte anos desde sua última aparição, em 1989, e agora o introduzindo à geração atual. As peripécias do arqueólogo sempre foram criticadas pelos estudiosos da área por fantasiarem demais o trabalho que exercem. Porém, não pretendo neste artigo debater a influência ou não que personagens como Indiana Jones ou Lara Croft (Tomb Raider) têm sobre a visão da Arqueologia pela sociedade, mas sim abordar como essa espécie de ficção se relaciona com a História em si.

Os filmes de Indiana Jones sempre o trazem desvendando alguma lenda ou mistério realmente existentes, como a Arca da Aliança hebraica, o Santo Graal cristão ou, no caso do novo filme, as Caveiras de Cristal pré-colombianas e o mito espanhol de El Dorado (a única exceção ocorre em “O Templo da Perdição”, no qual as Pedras de Sankara foram inventadas para o roteiro. A seita Tugue retratada existe, mas não necessariamente daquela maneira).

Por mais fantasiosas que as histórias do Dr. Jones se tornem com a inserção desses mitos de diversas épocas e também com o uso de elementos mágicos ou sobrenaturais no clímax de cada produção, a saga de Indiana, assim como outros filmes históricos em geral, mesmo com seus erros e incoerências, geram um efeito bastante positivo: despertam o interesse pelo estudo da História, principalmente entre os jovens. Algo muito importante, dada a crescente desvalorização dessa atividade no mundo atual. Conheço casos de pessoas que passaram a ter grande afinco em estudar Roma Antiga após assistirem ao filme “Gladiador”, de Ridley Scott, ou que desenvolveram intenso interesse pelo Egito depois de uma exibição de “A Múmia” (que, por sinal, tem muito de Indiana Jones), de Stephen Sommers.

Logo, é muito benéfico que longas-metragens com temas históricos, de cunho fantasioso ou não, estimulem os alunos de História a fazer perguntas a seus professores ou a lerem livros sobre os assuntos pelos quais se interessarem. Esse resgate é vital nos dias de hoje, pois uma sociedade sem História é uma sociedade sem memória, segundo nos diz o grande Eric Hobsbawn. Apesar do estudo histórico não ser um baú de curiosidades, esse chamativo pode ser para muitos o caminho para um debate mais amplo e uma pesquisa mais aprofundada.

Conforme o próprio professor Jones ensina a seus alunos no filme “A Última Cruzada”, a Arqueologia, e também a História, buscam fatos, e não verdades. Esses fatos auxiliam o homem contemporâneo a compreender a si mesmo olhando para o passado. Todo estímulo a esse exercício é bem-vindo, seja pelo cinema, literatura, histórias em quadrinhos, música, games ou TV. De resto, não deixem de assistir ao novo Indiana Jones. Boa parte do divertido filme se passa no Brasil, inclusive, apesar de algumas discrepâncias geográficas. Coisa de estadunidense.

KEEPING UP WITH THE JONESES: RELATO DE UM FÃ DE INDIANA JONES

A imagem mais antiga referente a Indiana Jones que se encontra em minha memória é a perseguição no trem, no início de “A Última Cruzada”.

Quando eu era criança, fui fascinado por trens e estradas de ferro (tanto que já tive muitos trenzinhos elétricos, "Ferrorama" e afins). Aí me lembro que, quanto tinha cinco ou seis anos de idade (eu acho), estava almoçando na casa da minha avó num domingo, toda a família reunida, e logo depois do meio-dia estava passando na TV um filme com um menino correndo por cima de um trem, depois continuando a fugir de alguém pelos trilhos, e por fim entrar numa casa, cena em que me recordo vagamente de minha mãe falando "nossa, olha só, é o pai dele!".

Na época eu não entendi nada do que era aquilo, a única recordação que ficou sendo o trem e os trilhos, pelo motivo que citei acima. Só após muitos anos eu fui descobrir que se tratava de parte da seqüência inicial do filme "Indiana Jones e a Última Cruzada", com o jovem Indy fugindo dos contrabandistas com a Cruz de Coronado.

Nasci em 1988, portanto não pude ver nenhum filme da trilogia clássica de Indiana no cinema. Quanto estreou A Última Cruzada, em 1989, eu só tinha um ano de idade, nem isso. Mesmo crescendo sem nunca vê-los, tampouco me interessando pela história ou o personagem, os filmes do doutor Jones para mim acabaram sempre tendo um gosto de domingo à tarde e reunião familiar, e ainda têm, justamente devido ao primeiro contato que tive com a série.

Cheguei à adolescência conhecendo Indy apenas pelas referências na cultura pop, como a cena da pedra rolando atrás dele e o uso do chicote, e eu criei a idéia errônea de que os filmes se resumiam a apenas isso. Lá por 2002, quando surgiram rumores de que Steven Spielberg e George Lucas estavam trabalhando no quarto filme, até cheguei a colocar uma referência a isso num dos meus contos do personagem Bruce Goldfield. Mas ainda não havia tido vontade de assistir à trilogia do arqueólogo aventureiro...

Até 2006, quando eu estava no final do terceiro colegial, em época de vestibulares, e tinha 18 anos de idade.

Era um sábado à noite, chovia muito. Eu tinha combinado de ir sair com um amigo, porém o clima me prendia em casa. Então meu pai chegou com um DVD que meu tio havia emprestado: "olha só, é o Indiana Jones". Como eu não tinha mais nada para fazer, botei o filme para assistir. Era o segundo longa da trilogia clássica, "Indiana Jones e o Templo da Perdição", dublado, já que o disco não tinha a opção do áudio original. E me diverti bastante assistindo: a confusão na boate em Xangai, a fuga de carro ("Tem uma criança dirigindo!"), a desventura no avião e sua solução inusitada, a chegada à Índia, os mistérios de Pankot... Continuei vendo até a parte em que Indy é obrigado a beber o Sangue de Kali e vai para o lado dos vilões, quando a chuva parou e acabei saindo. Fora uma experiência memorável.

Chegou 2007 e eu, passando no vestibular, fui cursar História em outra cidade. Morar longe dos pais, um desafio no início. Tive então contato com um de meus colegas de classe e grande amigo, o Fabio Vieira (Fizban). Ele é fascinado pelo personagem, que marcou sua infância, e conviver com ele fez com que eu me interessasse ainda mais por Indiana Jones. Até que, em dezembro desse mesmo ano, já de férias, finalmente assisti à trilogia clássica completa. Testemunhei a procura pela Arca da Aliança, o resgate das Pedras Sankara (agora até o fim) e a corrida até o Santo Graal (sendo que esse terceiro filme se tornou o meu predileto, talvez também devido ao vínculo com meus primeiros anos). Daí veio o vício, comecei a baixar jogos do personagem, idéias para fanfics passaram a pipocar em meu cérebro...

E em maio de 2008, o primeiro filme que vi no cinema junto com minha primeira namorada foi justamente "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal".

Esse personagem se tornou e está se tornando, cada vez mais, parte da minha vida, entrando para o "rol" de sagas e histórias pelas quais tenho verdadeira paixão (como Resident Evil e Batman, quem me conhece sabe).


CAÇADORES DAS FICS PERDIDAS


Possuo três fanfics escritas sobre Indiana Jones. Duas são apenas dentro do universo do personagem (“Indiana Jones e as Relíquias de D. Sebastião” e “Indiana Jones e o Mistério do Báltico”) e uma crossover, misturando Indiana Jones com Tomb Raider (“O Legado de Hórus”, escrita em parceira com minha amiga Carolina Moreira). Bem, vamos a elas.


“Indiana Jones e as Relíquias de D. Sebastião”


SINOPSE: 1938. Na pista da Cruz de Coronado, artefato que busca desde a adolescência, Indiana parte rumo a Portugal. Porém acaba conhecendo uma interessante jovem chamada Luzia, e junto com ela embarca numa jornada ainda maior: a procura dos restos mortais do lendário rei português D. Sebastião, desaparecido misteriosamente no norte da África no final do século XVI.

LINK: http://www.ffsol.org/portal/texto.php?idff=2827

COMENTÁRIO: Minha primeira fic com o personagem, e a que mais gostei de escrever. Considero essa uma das melhores histórias que já fiz, inclusive. Situa-se exatamente antes do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”, meu favorito da série, e é fruto de uma extensa pesquisa minha sobre lendas e expedições portuguesas (um dos temas tratados no enredo, o mito do “Preste João”, inclusive quase virou meu tema de TCC na faculdade). Recomendo a todos que gostam de uma boa história de aventura e se interessem por Sebastianismo.


“Indiana Jones e o Mistério do Báltico”


SINOPSE: 1944. A Segunda Guerra Mundial entra em sua última etapa. Após escapar por pouco de uma arriscada missão atrás das linhas inimigas, o agente Indiana Jones, unido ao novo amigo “Mac”, tem pela frente um mistério que o levará a uma eletrizante corrida contra os nazistas: a busca pela lendária cidade perdida de Vineta.


LINK: http://www.ffsol.org/portal/texto.php?idff=4312

COMENTÁRIO: Segunda história minha com o personagem. Sinceramente, não gosto tanto dela, hehe. O lado interessante é passar-se durante a Segunda Guerra Mundial, mostrando Indy lutando no confronto. Não gosto tanto do desenvolvimento dela, porém (meio corrido, e achei o final meio porco, depois que terminei), mas há quem prefira ela à primeira fic, por ser mais dinâmica. Os vilões aqui são os mesmos nazistas clássicos dos filmes e a lenda tratada no enredo pertence à mitologia nórdica. Aqui está, se alguém animar a ler...



“O Legado de Hórus”


SINOPSE: Dois aventureiros se encontram no deserto egípcio, unindo-se em torno de uma grande busca e de um ainda mais incrível mistério... Mal sabem, porém, que há mais coisas por trás do Legado de Hórus do que seu místico olho pode aparentar... Una-se a Lara Croft e Indiana Jones nesta grande jornada, antes que seu registro seja consumido pelas areias do tempo.


LINK: http://amalgamafanfics.110mb.com/legado1.htm

COMENTÁRIO: Fic escrita em parceria com minha amiga Carol através de scraps trocados por perfis fake no Orkut. Por algum lapso temporal, Lara Croft vai parar nos anos 1940 e encontra Indiana Jones no deserto egípcio. Juntos, eles precisam descobrir o mistério por trás da viagem de Lara no tempo, além de um intrigante artefato que indivíduos perseguindo os dois estão procurando. Não é atualizada há algum tempo, mas recomendo a leitura. Esta história até que está bem bacana.

Até a próxima!



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